domingo, 13 de dezembro de 2009

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Pedagogia da Esperança

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Letra: Dione Gauto
Música: Dione Gauto

Pedagogia da Esperança,
Os sentimentos aprofundar,
Realidades que me encantam:
A educação problematizar.

Vou caminhando e tenho pressa
Levo a bagagem cheia de amor,
Conhecimentos vou construir,
Aprendizagens vou dividir.
Não vou sozinha, tu vens comigo,
Sensibilizo no meu falar,
Os meus saberes são limitados,
Preciso d'os teus para completar.

Especialistas da Educação,
Saber fazer buscando aprender,
Analisar a situaçao,
Realizar investigação.
Na mediação olhar o sujeito,
Compreender e dar solução,
Facilitar e interagir,
Favorecer o que é direito.

Olhos nos olhos, realidade,
A igualdade vou afirmar,
Amar o humano e estabelecer:
O que é que eu posso oferecer.
Vou promover, intensificar,
A minha forma de ensinar,
Investigar para aprender,
E o saber significar.

O mundo inteiro precisa parar de dizer que não tem mais jeito, que a situação não pode mudar, e que o ser humano perdeu a razão. A educação ainda existe, o sorriso ainda existe, alguém ainda acredita em nós. Sejamos, pois uma marca, um sinal, uma luz, um caminhar insistente que se permite não ser rumo solitário, mas companhia em todos os momentos.

Dione Gauto.

Interculturalidade X Multiculturalismo

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Desculpe-me a indolência,
Não é que eu não saiba de nada,
É que eu vim de muito longe, lá onde não existe estrada,
Caminhei de sol a sol, capinei muito também,
Olha eu não sou preguiçoso, isto eu sei, eu sou alguém.
Minha cultura se esconde, quem me falou é doutor,
Nos hábitos, emoções, nas feições do coração.
Já vi de tudo na vida, e o que eu não vi, ouvi contar,
Dos símbolos, dos signos, das práticas e valores,
Das formas de expressão, da luta social, dos amores,
Das diferentes culturas, das senhoras e senhores.

Interculturalidade, puxa palavra difícil,
que traduz de tudo um pouco, ou um pouco de tudo.
Que facilita a conversa, que une todas as cores,
Que fortifica o pequeno, que sabe ouvir suas dores.
Que sensibiliza, respeita esta tal pluralidade,
Que envolve, politiza esta tal sociedade.
Que observa, sem censura, raça, gênero,
Sexualidade, religião, classe social,
Porque bem no fundo sabe,
Que ser humano, não é ser igual!

Multiculturalidade, esta justa posição
Que não promove o diálogo, não conhece o cidadão,
Que convive em tolerância, sem medida de afeto,
Que não produz a junção, e banaliza o intelecto,
Me desculpe se observo um epistemicídio,
Uma morte silenciosa, conhecimento impreciso,
E por isto acrescento e esclareço o que escolho,
Interculturalidade, aquela em que relaciono,
As verdades culturais como peças que se encaixam,
Num diálogo feliz, onde as culturas se acham.


Dione Gauto.


Currículo X Educação Problematizadora X Conteúdos Programáticos

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Como se constroem esses conteúdos programáticos? Qual o papel do Especialista em Educação? Que significado tem a experiência do sujeito? Por que não optar pela educação bancária?
Paulo Freire inquietou e continua a inquietar todos aqueles que se dizem apaixonados pela educação. Apaixonar-se pela educação não pode ser um fato isolado, que não conduz a nada e não leva a perceber a necessidade de mudança. A educação bancária reflete o comodismo de muitos professores, de muitas escolas onde o ensino é revelado de forma alienada, sem objetivo, sem a necessidade de construção. Muitos educadores ainda hoje revelam a face de Pôncio Pilatos, ou seja "lavam as mãos" diante do absurdo de perceber seus alunos no silêncio do medo.
Um currículo que seja a expressão de uma educação problematizadora, constrói seus conteúdos programáticos através da própria esperiência do sujeito, que se torna a fonte primária de busca dos "temas significativos" ou "temas geradores", que servirão para esta construção.
Papel do Especialista de Educação - organizar interdisciplinarmente esses temas em unidades programáticas, mas o conteúdo é sempre resultado de uma pesquisa do universo experiencial dos próprios educandos, os quais são também atividamente envolvidos nesta pesquisa.
Conteúdo Programático= Educador X Educando - resultado de pesquisa dialógica.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Educação Bancária X Educação Problematizadora

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"Os métodos de uma pedagogia crítico-social dos conteúdos não partes então, de um saber artificial, depositado a partir de fora, nem do saber espontâneo, mas de uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber traduzido de fora." (Libâneo)

Tendência: Educação Problematizadora
Papel do ProfNegritoessor: facilitador da aprendizagem; coordenar atividades propostas através do diálogo;mediar, provocar, desafiar e problematizar.
Papel do aluno: sujeito ativamente envolvido no ato do conhecimento; participa ativamente; pesquisa; reflete e interpreta esperiências.
Conteúdos escolares: temas significativos, conteúdos programáticos da educação.
Metodologia didática - Diálogo, construção coletiva do conhecimento, interação entreos sujeitos no processo do conhecimento.
Função da avaliação: acompanhar o processo de desenvolvimento do sujeito, diagnosticamendo e regulando as aprendizagens. Orientar intervenções pedagógicas.



Educação Bancária X Educação Problematizadora

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Como se dá o conhecimento?
Um currículo que mantenha uma concepção epistemológica baseada no empirismo, através de uma escola tradicional, onde os saberes são fechados e o sujeito é concebido como "carente do saber" recebe a transferência de informações através da educação bancária.
Papel do Professor - Ativo, opressor, visão epistemológica de transferência de informações e fatos, cultura do silêncio e do falso saber.
Papel do aluno - Passivo, oprimido, depósito.
Conteúdos escolares - Desligados da situação existencial do sujeito. A comunicação é unilateral.
Metodologia Didática - Exposição oral pelo professor, teoria antidialógica, onde o opressor encontra sua possível ação, ou seja uma relação de poder baseada no sofrimento do sujeito.
Função da avaliação - selecionar, classificar, contabilizar.

Mas afinal como se dá o conhecimento? O que realmente eu conheço e o que preciso conhecer? Quais os métodos? Quais os incentivos para quem busca relacionar os saberes? O que me inquieta diante da educação? O que me fascina: um olhar distante, ou um olhar que investiga?
A última pergunta deveria estar sempre presente na realização da práxis. A ação refletida e retomada fornece novas opções de crescimento e de transformação. A educação bancária não oferece opção alguma, limita o saber como decorar e o aprender nela não existe.

"Ninguém educa a ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. (Paulo Freire)"

SILVA, Thomas Tadeu da. Documento de Identidade: uma introdução às teorias do Currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156p.
Sistema de Ação Pedagógica. Dicionário do Professor. Currículo.Governo de Minas Gerais.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mosaico de Atitudes

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Um mosaico de atitudes, esta foi a proposta que nossa turma recebeu ao participar da Ação Solidária realizada na Vila Bom Jesus, no templo da Igreja Metodista. E assim aconteceu, saímos de mala e cuia prontos para a batalha. É claro que isto é modo de falar, porém acredito que tenha sido uma batalha pessoal, diante das expectativas do que para muitos era novo, portanto desconhecido. Com o objetivo de proporcionar aquela comunidade um dia de novas experiências e confraternização, visando a promoção da auto-estima e ao mesmo tempo a inclusão dos alunos de pedagogia num contexto ainda não conhecido, foram muitas as oficinas estabelecidas, algumas irei citar:
Salão de beleza - De formar organizada o grupo que realizou esta oficina foi muito procurado, até porque sabemos que para elevar a auto-estima é necessário que o ser humano se ame, para transmitir amor aos outros. Pensando assim, e de uma forma alegre e descontraída foram atendidas muitas crianças, com a proposta de arrumar seus cabelos e pintar as unhas, e é claro que algumas educadoras aproveitaram o momento para falar de higiene pessoal. O grupo levou adereços para os cabelos, gel e esmaltes. A criançada fez a festa através do conceito estético do belo.
Contação de histórias - Era uma vez.... Quem não gosta de ouvir uma história? A educadora se vestiu da própria história através de um avental produzido com tnt. As crianças participaram das histórias ativamente, interagindo com a contadora o tempo todo. O lúdico se fez presente através de cada uma das atividades propostas nesta ação solidária.
Confecção de assoprão - Qual a criança que não gosta de um presente? Em sintonia com a oficina de contação de histórias a educadora Liane proporcionou as crianças a confecção de um brinquedo, o "assoprão". Poder levar algo produzido por elas mesmas foi muito importante, é como uma recordação do grupo e do trabalho desenvolvido.
Oficina de Trânsito - Quanto crescimento! Letícia e Marcela se desdobraram na oficina de trânsito. De forma descontraída, demonstrando que aquele ambiente já lhes era conhecido o lúdico de uma forma precisa foi construindo uma aprendizagem que valerá para sempre sobre as atitudes no trânsito.
Gincana, balões, brincadeira - Tudo de bom! Uma turma muito divertida cuidou com carinho desta parte. Foi especial, afinal como diz a música "brincadeira de criança, como é bom, como é bom...". E foi o que aconteceu, os sorrisos, as músicas, as brincadeiras, a alegria pairava no ar, porém como especialistas da educação tudo tinha um propósito, em tudo se construiu saberes e partilhou aprendizagens.
Oficina de Drogadição: Pensando em promover algo diferente e com o propósito de partilhar as necessidades da comunidade foi direcionada a pais e responsáveis, uma oficina de drogadição. Embora poucos tenham comparecido foi muito importante, pois o diálogo estabelecido e o interagir de todos motivou os momentos em que a conversa aconteceu. Houve momentos de escuta onde os participantes relataram problemas na comunidade e solicitaram outros momentos iguais a este.
Equipe do lanche - Pareciam um exército em ordem de batalha! Estavam organizadas e dispostas a servir a todos com alegria. Que Deus as abençoe!
Com certeza este dia ficará guardado para sempre nos corações entusiasmados das alunas (os) deste curso, afinal um mosaico de atitudes precisa estar sempre aberto, assim como um currículo, pronto para construir novos desafios e lançar-se rumo ao desconhecido, despido de todo pré-conceito e vestido de toda boa vontade.
Professoras presentes: Eunice Nonato - Disciplina - Prática Pedagógica Social
Antonieta Mariante - Didática e Mediação Pedagógica

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Sou estudante de pedagogia, casada, cursando o terceiro semestre, apaixonada pela educação e aprendiz permanente. Acredito que o ser humano está constantemente em construção através de suas relações e suas realizações.